QUANDO EU MORRER
Quando eu morrer
vão ler
o que eu escrevi
e vão dizer:
"esta eu não li",
mas eu devia ter lido
ao menos por curiosidade
um verso ou outro,
uma rima qualquer,
aquela poesia
que ele falava de uma mulher,
ou de uma colcha de retalhos,
ou de uma estrela cadente
que "caiu" de repente
despencando do céu.
Dizem que ele escreveu
umas coisas loucas,
muitas ou poucas,
tragédia, comédia,
também fazia troça,
falava da roça,
do pé de milho
e do filho
que ele não teve.
Ele era pouco ético,
falava do Atlético,
um time de peso,
falava do Cerezzo,
do Reinaldo
e com muito enfeite
falava do João Leite,
mas ele se foi,
(não, não se foi ainda),
pois acabou de escrever
mais uma poesia linda.
Cícero Alvernaz (autor)
12-03-2020

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