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Mostrando postagens de maio 13, 2007

NUA

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A noite nua A vagar pela cidade Procurando sua lua, Quanta sensibilidade! Quanto sonho pelas praças Da cidade azul risonha, Quantas luzes, quanta graça, Nessa gente sem vergonha! A beleza de um sorriso Carregado de malícia, Ou um gesto sem juízo Faz da vida uma delicia. A noite nua A cantar sua canção Vai se abrindo pela rua Como lavas de um vulcão. As pessoas se entrelaçam E se perdem pelos cantos, Se enrodilham, se embaraçam, Pelas ruas, pelos antros. E na busca desvairada Se esquecem da razão, Amanhecem na calçada Sob o manto da ilusão.

MINAS

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Minas. São tantas vertentes, Tanto sonho, tanta gente... Montanhas, histórias, Trajetos... Casario, igrejas, museus, Minas – morada de Deus. Mariana, Congonhas, Passa Tempo, (mas o tempo aqui não passa!) Vira nuvem de fumaça. Aleijadinho, Filipe dos Santos, Diabinhos, bruxas e santos. Conspiração – Tiradentes. Minas. São tantas vertentes Que dão nó em nossa mente, Tanto sonho, tanta gente... Minas que vence o tempo, Casas velhas carcomidas, Minas de sete mil vidas. Tanto pó pelas calçadas, Cruz margeando as estradas – “Aqui Zé Quincas morreu.” Minas... Tanta coisa aconteceu!

LOUCURAS

Eu não sei se você vem, Mas fico esperando. Eu não sei se você vai, Mas fico sonhando. Eu não sei se você quer, Mas fico pensando... Tenho muito a lhe dizer E estou falando. Eu não sei se você lê, Mas sempre escrevo. Eu não sei se você vê O quanto a desejo. Eu não sei se você diz Algo de nós, Mas sei que eu sou feliz Ouvindo sua voz. Eu não sei se você faz Muitas loucuras, Mas sei que eu sou capaz De mil aventuras. Eu não sei se você vem, Mas fico sonhando... Eu não se você vai, Mas fico pensando...