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Mostrando postagens de setembro 28, 2014
CANSAÇO Tem hora que bate um cansaço, uma vontade estranha de dormir sem acordar, ou acordar num futuro em um mundo bem melhor. Esse cansaço aumenta, vem em forma de fantasmas e a gente então desaba como frutas no pomar. Tem hora que bate um cansaço, todo o corpo queda exausto como um peso que se solta sem saber onde cair. Como ondas que se batem, se debatem numa praia, como a chuva que desaba, nosso corpo tão cansado se entrega e desmaia. Cícero Alvernaz (autor), 04-10-2014.
CÉU Céu que vejo acima, acima do mundo, acima da terra, acima do mar. Qual tela de sonhos regendo as nuvens tangendo estrelas além, no infinito. Céu que vejo distante com seu manto e magia, suas nuvens se movendo formando seres alados num espetáculo denso. Céu de luzes e de sonhos, perdido na imensidão, como um teto azulado, outras vezes multicor. Eu vejo e admiro este céu que se estende, este céu que não tem fim. Céu que vejo acima onde os anjos se assentam e dedilham suas harpas ensejando uma festa dedicada ao Senhor. Eu quisera entender todo este movimento, os mistérios que existem, os segredos que persistem quando eu olho para o céu. Cícero Alvernaz (autor) 03-10-2014.
Alguém me disse certa vez que o político precisa ganhar bem para não ser corrupto, mas quanto mais ele ganha mais quer ganhar e só consegue ganhar mais através da corrupção. Eles prometem trabalho, mas geralmente quando ganham nada fazem, nem sequer vão às reuniões ou sessões. Se eles fossem obrigados a trabalhar e ganhassem um salário de trabalhador, o que seria mais do que justo, poucos iam querer se candidatar. Daí, essa mesma pessoa me disse: se ninguém quisesse ser político não teria como fazer os trabalhos que eles fazem. Uma afirmação leva à outra: se não houvessem políticos, a corrupção cairia quase a zero, portanto, haveria muito mais dinheiro para resolver os problemas dos brasileiros. Sendo assim, o Governo poderia contratar, através de concursos públicos, funcionários preparados, graduados que iriam efetivamente trabalhar ganhando 10% do que os políticos ganham. Mas para que isto acontecesse, aqui teria que ser o Paraíso, e aqui é o Brasil, onde quem tem dinheiro não vai p
ELEIÇÃO Todos querem, todos lutam, todo mundo acredita. Como se fosse operários lutando por uma marmita. E então se faz propaganda, mentem e fazem promessas. Poluem as ruas, as praças, espalhando suas peças. Fotos em mil cavaletes atrapalham a cidade. Prejudicam motoristas, quanta imbecilidade! Gritam e fazem barulho com os seus alto falantes. Falam de seu candidato com esse som tão possante. E muitos papéis são jogados nas ruas e nos quintais. Nas caixinhas do correio cada dia jogam mais. Todos querem, todos lutam, pois querem chegar em primeiro. O sonho dos candidatos é ganhar muito dinheiro. Cícero Alvernaz (autor) 29-09-2014.
BURBURINHO No burburinho da tarde se veste meu pensamento entre nuvens que passeiam, suavizando o momento. Cálida tarde se enche de sons e entretenimento no tic tac das horas que vão se passando ao vento. A nuvem se vai desfazendo deixando no céu um sinal, anunciando que a noite virá com seu manto afinal. Constelações, mil estrelas, salpicam o manto azulado. É a noite que aparece saudando o céu estrelado. Mil histórias, poesias, sonhos tantos e canções. O mundo se faz criança carregado de emoções. Cícero Alvernaz (autor) 29-09-2014.
DIGNIDADE Ficamos para trás, mas não importa, perdemos a batalha desta vez. Amanhã, quem sabe, à nossa porta, a sorte bata, quem sabe, talvez... Ficamos para trás, não há remédio, o que nos resta agora é lutar, vencer todo embaraço, todo tédio, erguer a cabeça, sorrir e não desesperar. Ficamos para trás, o que fazer? Pra nós restou somente a intenção. Sorrir discreto, olhar sem entender, sentir a dor que sente um coração. Ficamos para trás, mas não importa, perdemos a batalha desta vez. Amanhã, quem sabe, à nossa porta, a sorte bata, quem sabe, talvez... Cícero Alvernaz (autor), 10-06-1988.