"QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA"
No mês de dezembro de 2018 eu viajei de Realeza (Manhuaçu, MG) para Campinas, uma viagem de mais de 1000 km no ônibus da empresa Gontijo que vinha de Salvador. À noite quando entrei naquele ônibus tive medo, por vários motivos, que não cabe aqui mencionar. Seriam 15 horas dentro de um ônibus em condições razoavelmente boas para fazer uma viagem como aquela. O ônibus estava com a metade da sua carga de passageiros e eu pude até escolher onde me sentar. Mas, repito, fiquei com medo, e tentei me acalmar à medida em que o ônibus corria pela Rio-Bahia. Para acalmar o medo eu resolvi cantar bem baixinho os velhos hinos da Harpa Cristã, os quais eu canto desde criança. Comecei pelo primeiro: "Deus prometeu com certeza chuvas de graça mandar", depois o segundo: "Oh que saudosa lembrança tenho de ti ó Sião" e dai por diante. São mais de 500 hinos, portanto o repertório é grande. À medida que eu cantava baixinho fui sentindo algo bom, uma paz que me dominava e o medo inicial foi se extinguindo aos poucos até não existir mais. Cochilei um pouco enquanto cantava e até sonhei, mas não me lembro o sonho. Por fim, chegamos em Campinas sãos e salvos. Ao descer do ônibus me lembrei da passagem em que Paulo e Silas cantaram na prisão na cidade de Filipos (Atos 16). Bem diz o velho ditado: "Quem canta seus males espanta". (28-03-2020)

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