Postagens

  SOU POETA Não tenho que provar pra ninguém que sou poeta. Mas o que é ser poeta? Pra ser sincero, eu não sei, mas sei que sou. Aí alguém me pergunta: mas o que é ser um poeta? Eu respondo: não sei bem, mas bem sei que sou. Poeta é quem escreve poesia, ou algum texto poético que tenha poesia com rima, ou sem rima. O que é poesia? É a arte de escrever versos, com rima ou sem rima, mas sempre com o coração cheio de inspiração e o peito pleno de emoção. Se é assim, eu sou poeta, pois é o que eu mais tenho e às vezes até me sobra, mas eu não posso dar, nem vender. Então o que me resta é escrever. 09-06-2022.
  SEXTA FEIRA Sexta feira já foi um dia assombrado. Hoje é um dia amado e abençoado, além de muito festejado. Tem até uma música da sexta feira. Mas por que mudou? Sexta feira à meia noite era dia de lobisomem, mula sem cabeça e sei lá mais o que, hoje é um dia festejado por mim e por você. Mas a sexta feira não mudou. O que mudou foi a mentalidade de muitas pessoas. A gente às vezes tem mania de rotular as coisas. Antigamente mineiro era tudo bobo e bestalhão até descobrirem que foi um mineiro quem inventou o avião. Hoje os mineiros são amados e reverenciados em todas as partes do mundo. Descobriram que o Pelé, o Santos Dumont e o Drummond são mineiros. Mas eu falava de sexta feira e aproveito para desejar uma ótima sexta feira para todos. Afinal, sexta feira acena para o final de semana. E quem não gosta de final de semana? (10-06-2022)
  VOCÊ FAZ FALTA Você faz falta no meu silêncio, no meu momento de busca, no meu olhar que já se ofusca, na minha lida, na minha vida, no meu café, no meu instante de dúvida e de fé. Você faz falta no meu espaço, nos meus gestos, no meu abraço, no meu carinho, no meu sonho, no meu momento risonho e também quando estou tristonho. Você faz falta no meu cantinho, pois sem você me sinto sozinho como uma ave à procura do ninho, como um livro sem leitor, como um jardim sem flor, como um poeta sem poesia, sem fé e sem amor. Cícero Alvernaz
  O QUE EU APRENDI COM VOCÊ O que eu aprendi com você nunca mais vou esquecer. Você me ensinou tanta coisa, ensinou-me a viver. Com palavras e com gestos e na prática também, Você me ensinou que na vida devemos buscar sempre o bem Me ensinou a ser humilde, ser um digno cidadão, Ensinou-me a ser gente e ter boa educação. Ensinou-me a agradecer o pão nosso de cada dia, Mostrar sempre gratidão demonstrando alegria E nunca magoar um amigo, nem desfazer de um irmão. E sempre que alguém precisar estender-lhe a minha mão. Ensinou-me a ter cuidado e nunca falar palavrão, Falar a verdade com todos em qualquer situação. Pois a vida é muito breve e aos poucos se esvai, O que eu aprendi com você jamais esqueci, meu pai. Cícero Alvernaz
  REENCONTRO Depois de muito tempo, de tantos invernos, verões e primaveras e tantas outras eras com idas e vindas, manhãs e tardes lindas, nascer do sol e anoitecer, algo veio nos acontecer. Ocorreu o encontro, ou melhor, o reencontro depois de tanto tempo. Foi algo impensado, nada combinado, mas ficou marcado. Se reencontrar depois de tanto tempo é estranho e a gente demora um pouco a entender. Causa uma surpresa de repente, tudo ficou diferente na vida da gente, mas aos poucos tudo se ajeita. Depois de tanto tempo, tanta espera, tanto anseio a gente fica com receio, mas acaba se entregando. Depois de tanto tempo tudo enfim vai se reencontrando.
  A FACE DA LUA Quando a minha máquina ainda funcionava eu amava tirar fotos da Lua. Eu imaginava que ela fosse uma criança fazendo pose para as minhas fotos e em volta dela eu via o mundo, em forma de céu, e o céu em forma de mundo reverenciando aquela criança. Dava para ver o sorriso da criança talvez imaginando uma foto linda, brilhando num quadro. Mas a lua apenas me olhava no imenso céu salpicado de estrelas com algumas nuvens escondidas no poente. Tudo era diferente, tudo era sonho e imaginação. Mas eu pensava que tudo fosse real. Depois eu olhava a foto da lua sorrindo pra mim e conversava com ela. Mas ela nada falava, apenas me olhava e discretamente sorria e eu via na sua face mansa a pureza e o sorriso de uma criança.
  QUANDO EU LEIO DRUMMOND Quando eu leio Drummond salta de mim um dom, uma vontade de escrever e depois me ler como leio Drummond. Me ver e me rever com a mesma vontade, a mesma forma, o mesmo desejo de fazer poesia, mas Drummond é um só, tão mineiro quanto eu, mestre dos versos diversos, das cantigas de roda que se canta sozinho, da pedra no meio do caminho, do caminhar sozinho entre espinhos, transformando-os em versos que vão ficando pela estrada. Quando leio Drummond eu sinto algo bom, eu sinto que a vida é uma ilha encantada.