MINHA MÃE Minha mãe se foi embora num princípio de janeiro, mais precisamente no ano de 2001. Ela se foi pequena e deixou saudade, ela se foi morena e deixou saudade, ela se foi e deixou muita saudade. Minha mãe se foi embora, ela era pequena, morena, esperta, mulher alerta, batalhadora, mulher forte, também sofredora. Ela se foi no mês de janeiro, no primeiro mês de 2001, minha mãe deixou saudade, ela se foi morena e deixou saudade, ela se foi e deixou muita saudade. Desde o dia que ela se foi eu sinto uma tristeza sem fim. Minha mãe se foi e levou um pedaço de mim. Cíxero Alvernaz (autor) 12-05-2018.
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SEM SAÍDA Estrada interrompida, um desvio em seguida, vejo a placa bem à frente: "Estrada sem saída". Paro o carro, vou voltar, porém, fico a olhar, penso um pouco de repente, mas não dá pra encarar. Sem ter nenhuma opção, tomo outra direção, dou a ré e faço a volta, vou assim na contramão. Nesta vida tanta estrada se fechou sem dizer nada, foi preciso então mudar ao vê-la assim fechada. Estrada interrompida, sem ter opção na vida, só nos resta retornar, procurar nova saída. Cícero Alvernaz (autor) 11-05-2018.
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CÉU Céu limpo, céu azul sem nuvens, à noite tem estrelas, tem a lua, tem cometas, tem nuvens, tem luz, tem brilho, tem beleza, tem riqueza. Céu tem história, tem memória, tem anjos, tem trombetas, tem sonhos, tem vontade, tem saudade, ar risonho, tem grandeza, tem canção, tem ilusão. Céu limpo, céu belo, céu que eu anelo ver, céu de alegria, céu de poesia, céu de amor, céu, de onde um dia virá meu Salvador. Cícero Alvernaz (autor) 10-05-2018.
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AMIGO Amigo nem sempre está comigo, amigo nem sempre está por perto, é um ser presente, mesmo ausente, é alguém que vem de repente e me deixa feliz e contente. É alguém que me oferece a sua casa, me oferece seu sorriso e até dinheiro, é um ser extremamente especial, amigo nunca me deixa mal, mas me faz bem, pois chega sempre primeiro. Amigo nem sempre está comigo, amigo é um ser que me acompanha, amigo é carinho em pessoa, amigo é gente fina, gente boa, é estrela que me guia e me abençoa. Cícero Alvernaz (autor) 09-05-2018.
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CADARÇO -Menino, amarra o cadarço! -Não é "cadarço" que se diz, mãe! -Não interessa, Amarra! - pausa... -Ainda não amarrou? -Já amarrei o "cardaço", mãe! -Filho, não é cardaço que se fala, é cadarço. Deixa pra lá, o importante é que você já amarrou, agora vamos! -pausa... -Mãe, o cardaço desamarrou! -Não é assim que se diz! Amarra de novo! -Mãe, eu não sei amarrar. -Você não sabe nem o nome direito, como vai saber amarrar? -pausa... -Mãe, qual é o nome direito? -Amarra direito! O nome não interessa. Cícero Alvernaz (autor) 09-05-2018.
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2000 POSTAGENS Completei hoje, neste Blog, a marca de 2.000 postagens. É uma marca expressiva e muito importante, pois já estou chegando a 80 mil acessos. Considerando que a maioria das minhas postagens é poesia, esses dados são ainda mais significativos, pois se sabe que os leitores de poesias não são a maioria. Alguém disse que a qualidade é melhor do que a quantidade, mas a qualidade está dentro da quantidade. Sem quantidade não pode haver qualidade, pois não há um parâmetro para se fazer comparação dentro da totalidade. Escrever bem é bom, mas escrever bem com quantidade é melhor ainda. Espero que os leitores continuem me prestigiando nessa empreitada árdua, mas gratificante. Quem fez 2000, pode fazer mais 2000 ou ainda mais. Pretendo continuar na disseminação de meus versos, alcançando corações ávidos pela boa poesia. Este é o meu maior objetivo. Muito obrigado a todos. Cícero Alvernaz (08-05-2018)
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SAUDADE DE MINAS Saudade de Minas, vontade de ver de novo, desejo de rever o povo. Saudade de Minas, saudade do tempo em que a gente passeava, pela estrada caminhava, com destino, sem destino, eu ia como um menino que conta tudo que vê, que olha tudo na estrada, que brinca na caminhada, com o mato, com as flores, que se alegra com as cores da tarde cheia de sol. Saudade de Minas, de brincar na cachoeira, vontade de ir mais longe, de subir naquela serra e ver o mundo de lá, de descer igual criança sem ter pressa de chegar. Saudade que vem no peito e ataca de um jeito que faz até suspirar. Vontade de ver de novo, desejo de rever o povo daquele lindo lugar. Cícero Alvernaz (autor) 07-05-2018.