MULHERES Mulheres sem rumo, mulheres sem casa, mulheres sem prumo, mulheres de asa, mulheres nervosas, mulheres calminhas, mulheres dengosas, mulheres magrinhas. Mulheres falantes, mulheres caladas, mulheres amantes, mulheres amadas, mulheres raivosas, mulheres sensíveis, mulheres teimosas, mulheres terríveis, Mulheres perdidas, mulheres achadas, mulheres trazidas, mulheres levadas, mulheres possíveis, mulheres malvadas, mulheres temíveis, mulheres caçadas. Mulheres mulatas, mulheres loirinhas, mulheres sensatas, mulheres branquinhas, mulheres dançantes, mulheres sentidas, mulheres farsantes, mulheres bandidas. Mulheres tocantes, mulheres tocadas, mulheres pedantes, mulheres deixadas, mulheres que eu amo, mulheres que aceito, mulheres que eu chamo com muito respeito. Cícero Alvernaz (autor) 11-12-2015.
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ELOGIO E RECONHECIMENTO É bom ser elogiado e reconhecido, é bom ser visto e ser aplaudido. Faz bem á alma, ao corpo e ao espírito ser destacado e ser reverenciado. Isto é bom e faz parte do ser humano, melhora a auto estima, massageia o ego e provoca reações positivas. Falo do elogio consciente, sem interesse e sem segundas intenções. Falo do reconhecimento por algo realizado que pode ser simples, mas beneficia a muita gente. Elogio e reconhecimento não custam muito, não custam nada, mas valem muito e fazem bem tanto a quem os dá como a quem os recebe. Tudo feito com sinceridade e verdade levando-se em conta o momento e a extensão do feito. Todos ganham, o prêmio é dividido e o mundo fica bem mais colorido. Cícero Alvernaz (autor) 11-12-2015.
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UM SÓ CORAÇÃO De súbito me vejo diante de mim, me olho, me escuto, me meço, me peço, porém, não me dou. Me imploro, até choro, me rasgo, me firo, me nego, me apego, e até fico cego de tanto implorar. Depois me esqueço e fico sem preço, sem cor, sem valor. Me chuto, me bato. me mordo sem dor. E fico vermelho diante do espelho, sem me entender. Me olho, me beijo, e quero morrer. Eu brigo comigo, mas sou meu amigo e sou meu irmão. Vivemos sem jeito, mas bate no peito um só coração. Cícero Alvernaz (autor) 10-12-2015.
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DE MANHÃ De manhã é como se o sorriso do dia nos alcançasse e nos inspirasse. Cada folha, cada gota de orvalho sobre as flores é um motivo a mais para sorrir e amar a vida. A canção do dia se espalha pela planície e atinge os campos ainda orvalhados. O espaço todo sorri numa demonstração de felicidade pelo nascer de mais um dia. Aos poucos, passarinhos vão surgindo acordados pelos raios do sol que surgem e aquecem o dia. Tudo respira e indica que há vida em tudo e promete que o dia será de alegria e realizações. O homem se levanta e já se prepara para a sua jornada de trabalho na esperança de que o dia seja realmente produtivo. Há movimentos, barulho e até correria marcando e demarcando o espaço que é preenchido. Enfim, a vida pulsa e o sonho se torna realidade na atividade que se desenvolve ao longo do dia. Manhã, tarde, noite... o dia s...
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APESAR DE SER ASSIM Apesar de ser assim, de ser isto, eu insisto, e muitas vezes resisto às opiniões contrárias. Vou na contramão buscando meu porto, lugar sem conforto e de pouca expressão. Busco meu lugar estreito, vou com meu jeito desafiando o mundo, apregoando meus dogmas, minha forma de viver, o meu jeito, meu conceito, aquilo que julgo saber. Apesar de ser assim, de ser fútil, ser inútil, para muitos não ser nada, vou seguindo a minha estrada com minha convicção, com meu caminho traçado, às vezes ignorado, às vezes ovacionado, muitas vezes magoado... Apesar de ser assim, de ser isto, eu insisto, e muitas vezes resisto às opiniões contrárias, pois é este o meu mundo, minha escola, minha sina, é tudo que a vida ensina com seu jeito, seu padrão. Vou na contramão buscando meu porto, lugar sem conforto e de pouca expressão. Cícero Alvernaz (autor) 10-12-2015.
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UMA VIAGEM Uma viagem simples de um extremo ao outro do quintal, da rua, numa praça, com bancos e flores e crianças animadas. Uma viagem de sonhos (e alguns pequenos pesadelos) num contraponto, num ponto de equilíbrio e de sustentação. Uma viagem sem pressa, com tempo para ver tudo que se quer e de que se interessa, num dia qualquer, num dia de sonho, de expectativa, de boa perspectiva e de curiosidade. Uma pequena viagem, porém, intensa e proveitosa olhando tudo e desejando fazer parte de tudo numa interação com tudo às vezes calado e mudo diante do que se expõe. Uma viagem no tempo embalado pelo vento sentindo o toque das mãos do Criador. Uma viagem de sonho e de amor sem sair do quarto, sem abrir o portão da rua, uma viagem que no tempo e no espaço continua. Cícero Alvernaz (autor) ...
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O QUE RESTOU? O que restou daquele sorriso, daquele abraço, daquele beijo? Restaram apenas lembranças, desejos, talvez esperança, lampejos, um sonho, alento, um vento, algo lembrado em função do momento, um lenço, relógio, adereço, talvez no papel algum endereço, o número de um telefone, algum bracelete, um bilhete, uma fala na sala, um papel de bala, uma bolsa, uma carteira, uma mala, mas faz tanto tempo... não sei. Eu só sei que restou um abraço, um beijo, um sorriso, a visão de um paraíso, um laço, uma paisagem vista da janela, um encontro numa passarela, um desejo imenso de ficar, mas, sobretudo, ficou de tudo um aceno, um toque, um choque, a vontade de impedir você de partir e seguir os seus passos, e depois me enlaçar em seus braços e nunca mais te deixar. Cícero Alvernaz (autor), 08-12-2015.